quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lucro segundo a Contabilidade - Parte II

Agora, vamos tratar do lucro contábil em si.
Em tese, o lucro é receitas - despesas + ganhos - perdas. Para entendermos o todo, na melhor do que separar as partes.

Receitas:
Criação de bens ou serviços por uma empresa durante um período; expressão monetária dos produtos ou serviços agregados transferidos por uma empresa a seus clientes num período. Ou seja, receita não tem a ver com entrada de caixa. Uma venda a prazo é uma receita, mas ainda não houve uma entrada de caixa. A obtenção de um empréstimo é uma entrada de caixa, mas não uma receita (aqui a contabilidade privada difere da pública, mas vamos tratar do conceito na ótica privada).

Despesas:
Conceito de fluxo. As despesas constituem o uso ou consumo de bens e serviços no processo de obtenção de receitas. As despesas indicam o gasto de serviços de fatores relacionados direta ou indiretamente à produção e venda do produto da empresa. Aqui o que é aplicado na receita vale aqui também. Despesa não tem a ver com saída de caixa. Compra de uma máquina, de um veículo não é despesa, é investimento. Despesa é o uso e consumo deste veículo ou desta máquina. Alguns autores, principalmente da contabilidade de custos diferem despesas de custos, mas sob a ótica estrita da teoria da contabilidade, não há esta diferença, o que há é a diferença entre despesa/custo e estoque, algo que não será discutido aqui.

Ganhos:
São os umentos de Patrimônio Líquido decorrentes de operações periféricas ou incidentais. Incluem, na maioria das empresas, lucros em atividades como a venda ocasional de terrenos e outros imóveis, bem como os aumentos de patrimônio resultantes de doações e outros lucros imprevistos.

Perdas:
As perdas resultam de eventos externos e exógenos não previstos como necessários para o processo de geração de receitas, tais como, prejuízo na venda de um bem, perda de ativos não segurados etc. É algo ocasional e não previsto.


Finalizando, despesa é uma coisa, compra de bem é outra, receita é uma coisa, venda de bem é outra. Basicamente, o lucro é necessário para a geração de caixa para a empresa se auto-financiar. Sem lucro, sem continuidade no longo prazo.

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